Mediante a intenção atribuída ao artigo em evidência, torna-se imprescindível atermo-nos ao conceito referente à sílaba, sendo este retratado pelo conjunto de um ou mais fonemas pronunciados numa única emissão de voz. Outro aspecto de notável relevância é que, em se tratando da língua portuguesa, podemos inferir que o núcleo da sílaba é sempre uma vogal. Portanto, há uma relação de dependência entre vogal e consoante.
Frente a tais elucidações, prossigamos rumo a nosso intento, cujo objetivo é retratar a forma pela qual se dá a separação das sílabas, uma vez que esta ocorrência linguística também se encontra ligada a circunstâncias específicas de uso. Dessa forma, abordá-la-emos:
* As letras que constituem os dígrafos “rr, ss, sc, sç, xs e xc” devem ser separadas. Assim, podemos constatar por meio de alguns exemplos:
car – ro
pás – sa – ro
nas – cer
nas – ço
ex – ce- to...
* Os ditongos e tritongos devem pertencer a uma única sílaba. Perfeitamente constatável em:
lei – te
U – ru – guai
i – guais
ca – dei – ra...
* Os dígrafos “ch, lh, nh, gu e qu” deverão integrar uma sílaba somente. Como podemos observar em:
ca – cho
mo – lho
guer – ra
a – que – la...
* Os hiatos deverão permanecer em sílabas distintas. Afirmação esta que se evidencia por meio dos casos representados abaixo:
ca – de – a – do
sa – ú – de
ba – la – ús – tre...
* No que tange aos encontros consonantais manifestados em sílabas internas, estes devem ser separados, excetuando aqueles em que a segunda consoante é “l” ou “r”. Como bem nos evidenciam os exemplos subsequentes:
rap – to
ab – rup – to
a – brir (segunda consoante manifestada pela letra “r”)
pla – ca (idem ao caso anterior – consoante “l”)
ob – tu – rar...
Observação passível de nota:
Em referência àqueles grupos consonantais que iniciam palavras, estes não se separam, como os abaixo descritos:
pneu – má – tico
psi – co – ló – gi – co...
Por Vânia Duarte
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